domingo, 18 de outubro de 2009

Zeitgeist - The Movie

Esse é o primeiro, e particularmente acho esse mais esclarecedor, mas ambos tem seus méritos.

http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024#

Zeitgeist II Adendum

É pra pensar um pouco, vale a pena assistir. Para aqueles que são mais conservadores é bom saber que o filme é todo produzido por um americano, para aqueles mais céticos pelo menos reflitam sobre o assunto.

http://www.youtube.com/watch?v=1gKX9TWRyfs

domingo, 9 de agosto de 2009

Alessandra (Jr Boaventura)

Beleza de ébano, fartos lábios e atraente olhar
Traz consigo a força da mais pura raça
Corpo de sinuosas curvas cadenciado ao som do reggae
Demonstra a força negra dos mais antigos ritos tribais
A pele brilhosa convida ao toque e os lábios ao beijo
A descendência africana afirma o poder da dança, do molejo, da "malemolência".

Diferentes Visões (Jr Boaventura)

Percepções do mundo embotado em diferentes visões.
Conexões criadas no universo mental, nutrido pela força das ligações,
Associações que guiam as palavras preenchidas de emoções e sentimentos.
Outrora percebida de longe e somente pela visão
Já não é a mesma ouvida pelo tato, saboreada pela audição, tocado pelo olfato e
Inalado pelo paladar.
Vias ligadas diretamente ao comportamento, do bruto e violento ao suave e prazeroso.
Quero ver de diferente maneira todo o sentido da vida,
Quero sentir o prazer de andar pelos diferentes universos
Quero pisar nos diferentes campos da natureza do ser
Vagar pelo diferentes caminhos desse labirinto que é o estar vivo
Abraçar o mais belo e simples sentimentos que cerca a vontade de ser e estar
Presente nos momentos mais virtuosos dessa celestial jornada
Que nos guia para o mais sublime instante de viver
Agarrado a mais nobre e abastada sobrevivência carnal da essência cósmica.
Quero sentir o calor da mais pura luz lançada na minha alma.

A Luz (Jr Boaventura)

Correndo por visões distorcidas
Densa escuridão intangível
Temor nos passos calibrados
Inquietação por caminhos confortáveis
Acalentadora como matriz materna
Provedora de certezas e carinhos
Vejo a Luz que me traz resplandecente
Lucidez para pisadas mais confiantes
Ao fim do túnel de consternação

Duas Paixões (Jr Boaventura)

Duas paixões: amor e conhecimento...
Um desejo o outro procura, duas paixões.
Justificativa de temores, temores intermináveis.
Solidão, marcada de presenças passadas.
Ceticismo, sabedoria maculada em descrenças.
Duas paixões, a mesma sorte, o mesmo designo... duas paixões.

Incompreensão (Jr Boaventura)

Andando por sinuosos e torturantes caminhos
Aprendo com amarga vaidade
Ensinamento ora regrado, ora perene
Apontado à inexaurível lição
Onde estão minhas memórias?
Onde estão meus sentimentos?
Como posso do ensino lucrar a mais profunda ternura
Disfarço minha incompreensão em desalento

terça-feira, 28 de julho de 2009

Partida Insólita (Jr Boaventura)

Lua incandescente, quarto minguante
De doce lembrança com amarga partida
O brilho ilumina os melhores momentos
Trás à memória, instantes inesquecíveis
Porém, marca o presente com a real certeza
Da mais escura fase que segue
Nova, que renova mais uma vez a vida
Que renova a fé de melhores dias
Renova a força e a destreza da alma.

Fugindo (Jr Boaventura)

Correndo em direção ao mar para esquecer você
Difícil objetivo é não querer te ter
A chuva lava a lembrança que forra meu sentimento
Leva todo o meu pensamento e de longe me traz de volta o seu rosto, o vento.

domingo, 26 de julho de 2009

Esse é de Camões

Razão é já, ó anos, que se vão,
Porque estes tão ligeiros que passaram.
Nem sempre são conformes as vontades.
Aquilo a que já quis é tão nublado.
Esperanças de novas alegrias,
Não mais deixa a fortuna e o tempo errado

Saudade II (Jr Boaventura)

A saudade é andar sem chão pra pisar e correr sem sentir o vento no rosto
Falar palavras sem entender e ouvir palavras sem sentido
O vazio que passa pelo cotidiano, a vida que corre sem objetivo
O mar sem água pra navegar e a vela sem vento pra soprar
Alimento farto sem nutriente e falta de paladar
Quanto preciso viver sem você, me acostumar a um mundo sem sentido
A vida sem alegria e a conquista sem vitória
Quanto de sofrimento é necessário para não sentir... Saudade!!

Mente quântica (Jr Boaventura)

Possibilidades infinitas, manipuladas por razões e paixões
Lúcidas paixões envaidecidas por opiniões de conhecimento
Permanente vaidade que desmancham castelos de “hormonia
Construídos com tijolos de pulsos eletroquímicos em pensamentos.

O Ponto (Jr Boaventura)

Vácuo, ponto de partida, início da poeira.
Sujeira sideral no infinito, mancha de qualquer coisa,
Qualquer coisa manchada no firmamento,
Ponto de saída, no começo do pensamento.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Lobisomens: A Genética e a Origem do Mito

É noite de plenilúnio. A Lua atinge o ápice de seu majestoso passeio na abóbada celeste. Então, uma força sinistra, que escorre com o luar, aguça os sentidos de um homem. O seu olfato torna-se apurado; a sua audição, requintada. Segue-se, então, a dolorida transformação. O homem, aos poucos, transforma-se em um lobo faminto e feroz. Esvaziado de razão e de humanidade, ele corre sob o luar, sedento de carne e sangue humanos. Ele é todo instinto. Ele é um lobisomem.
Assim é a lenda. Mas, subjacente à lenda, fincada em suas seculares raízes, pode estar um raro distúrbio orgânico, ao qual os cientistas chamam hipertricose. Acredita-se que o mito do lobisomem tenha surgido na Europa devido aos casos dessa singular alteração genética, conforme pontua Nelson Botter Júnior, autor do livro “A lenda do lobisomem Caolho” (
www.lobisomemcaolho.hpg.ig.com.br).
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (
www.sbcd.org.br), a hipertricose é um crescimento desproporcional de pêlos em qualquer parte do corpo. “A doença pode ser congênita ou adquirida, difusa ou localizada. A distribuição e o número de pêlos variam conforme a raça (pretos e amarelos têm menor pilosidade que brancos), cor, influência genética e constitucional.”
A modalidade da disfunção que, provavelmente, deu origem ao mito dos lobisomens, tem fundamento genético. As faces e outras partes do indivíduo cobrem-se de pêlos espessos, conferindo-lhe uma aparência de lobisomem.
Há casos famosos de hipertricose. Armando J. C. Bezerra, em seu livro “As belas artes da Medicina” (
www.portalmedico.org.br/biblioteca_virtual/belas_artes/sumario.htm), registra o interessante caso de Pedro Gonzalez. “Nascido em Tenerife, nas Ilhas Canárias, em 1556, Pedro foi dado de presente à corte de Henrique II, como se fosse um bichinho de pelúcia. Ele teve três filhos (duas meninas e um menino) e um neto, todos com a mesma doença. Em razão de sua inteligência e de sua presença marcante, Henrique II fez dele um de seus mais importantes embaixadores”.
Segundo Bezerra, os González eram vistos como aberrações da natureza, sendo requisitados como espécimes para aulas em alguns países da Europa. “Eram também exibidos durante festas promovidas na corte, como exemplos de ‘como a natureza maligna podia invadir um corpo humano pecador’".
Em nossa história, há o registro de Petrus Gonsalvus, um poderoso comerciante e armador português do século XVII, que instalou importantes empresas no Brasil (confira: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20061014074433AAWHatP&show=7).
Atualmente, os irmãos Fajardo, artistas circenses mexicanos, fazem grande sucesso em razão da aparência singular que ostentam. Os irmãos, mundialmente conhecidos, já estiveram no Brasil, apresentando-se em programas de televisão.
Mas é possível que o mito do lobisomem não esteja radicado apenas na aparência física dos indivíduos. O desvio de comportamento de certas pessoas pode ter sido um dos fatores determinantes à criação do mito. “Em psiquiatria – adverte Nelson Botter Júnior - a licantropia aparece como uma enfermidade mental com tendência canibal, onde o doente se imagina estar transformado em lobo e, inclusive, imitando seus grunhidos. Em alguns casos graves, esses pacientes se negam a comer outro alimento que não seja carne crua e bem sanguinolenta.”
Associando distúrbios genéticos a comportamentos animalescos, cria-se um mito. Mas ainda permanece um mistério. Até hoje, não se sabe explicar a influência da Lua como fator catalisador da horrenda mutação.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Isto (Fernando Pessoa)

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação
Não uso o coração
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é
Sentir? Sinta quem lê!